Há mais de uma semana convivemos diariamente com os nomes Eloá e Lindenberg nos noticiários. O seqüestro foi o mais longo da história do país, chegando a 100 horas de cativeiro. Enquanto Lindenberg mantinha sua ex-namorada refém, várias notícias de crimes passionais foram transmitidas quase que desapercebidas pelos jornais, no canto das páginas ou em notas ditas pelos telejornais. Marido mata esposa a facadas na região metropolitana de Curitiba. Operadora de telemarketing é morta em Pernambuco por ex-namorado. Essas e outras mortes por ciúmes, machismo e possessividade acontecem diariamente, mas os assassinos não viram popstar.
Lindenberg foi entrevistado por vários canais de TV enquanto mantinha Eloá em cativeiro. Ele assistiu aos programas que falavam sobre ele exaustivamente: onde trabalhava, há quanto tempo namorou Eloá, onde jogava futebol, qual o motivo de seu ciúme. E o pior, sabia em detalhes toda a ação da polícia. O jovem sentiu o poder de ser conhecido e foi escutado por pessoas que mesmo próximos não tinham parado para o escutar. O comentário dos amigos é sempre a respeito do seu jeito "calado", e agora todos entendiam o que passava na sua cabeça.
Mas e os outros assassinos passionais, são diferentes? Porquê este caso foi tão massificado pela mídia e a ação da polícia tão demorada?
Aposto que o velório de Jaqueline de Brito assassinada pelo marido em Ponta Grossa não teve 5.000 pessoas como o velório de Eloá.
Simplesmente errada a ação da imprensa em exaustivamente se utilizar de um crime cruel e complexo como este, infelizmente mais comum do que imaginamos, para ter disputa de Ibope e audiências elevadas.
A crise financeira continua e o segundo turno das eleições municipais acontece dia 26 de outubro. Mas e daí, se perguntam os editores.
Lindenberg foi entrevistado por vários canais de TV enquanto mantinha Eloá em cativeiro. Ele assistiu aos programas que falavam sobre ele exaustivamente: onde trabalhava, há quanto tempo namorou Eloá, onde jogava futebol, qual o motivo de seu ciúme. E o pior, sabia em detalhes toda a ação da polícia. O jovem sentiu o poder de ser conhecido e foi escutado por pessoas que mesmo próximos não tinham parado para o escutar. O comentário dos amigos é sempre a respeito do seu jeito "calado", e agora todos entendiam o que passava na sua cabeça.
Mas e os outros assassinos passionais, são diferentes? Porquê este caso foi tão massificado pela mídia e a ação da polícia tão demorada?
Aposto que o velório de Jaqueline de Brito assassinada pelo marido em Ponta Grossa não teve 5.000 pessoas como o velório de Eloá.
Simplesmente errada a ação da imprensa em exaustivamente se utilizar de um crime cruel e complexo como este, infelizmente mais comum do que imaginamos, para ter disputa de Ibope e audiências elevadas.
A crise financeira continua e o segundo turno das eleições municipais acontece dia 26 de outubro. Mas e daí, se perguntam os editores.
Um comentário:
Nada melhor que um crime, que toma a maior parte da programação de muitas emissoras de TV, para abafar a crise que se instala. Da população bolsa-família, e dos alienados,que da TV não desgrudavam os olhos, não poderemos esperar nada além de ignorância e eleição de bandidos, corruptos, radialistas, pastores,e outros símbolos reacionários.
...em quanto fechou o dólar hoje mesmo?
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