sábado, 13 de dezembro de 2008

Saúde pede socorro

Mais uma vez a saúde do Brasil pede socorro! Mais uma vez a falta de ética profissional transparece e nos faz questionar todo um sistema de saúde. Aconteceu ontem em Londrina a formatura dos estudantes de Medicina da UEL da qual 14 estudantes não puderam participar por comportamento impróprio dentro do pronto-socorro do Hospital Universitário. Segundo relatos de médicos e enfermeiras, os estudantes entraram portando bebidas alcoólicas e spray de espuma, fizeram algazarras, gritarias e ofenderam a dignidade de alguns pacientes. Eles também usaram fogos de artifício no pátio, o que causou muito susto aos pacientes. Bom, falta de ética profissional? Eu diria além, falta de respeito ao ser humano. A compaixão pelos adoecidos não se ensina em uma faculdade. Mas estudantes de medicina deveriam, no mínimo saber da importância que têm e a missão que levam ao poderem salvar vidas em um país que pede socorro. Caso um dia esses pseudomédicos atuem, o que vai ser de nós? Nessa mesma semana um médico perdeu a licença do Conselho de Medicina por prescrever a um paciente que ele seja encaminhado para uma “fábrica de sabão” pois não há mais esperança! Essa mesma semana outro médico perdeu a licença por fazer lipoaspiração sem ter nenhum curso pra isso e deixando marcas profundas nas pacientes (físicas e psicológicas). Agora me diga, os estudantes não levaram a sério o ambiente hospitalar porquê? Será que o sistema de saúde neste país se dá ao respeito? Não quero justificar, apenas digo que é essa raiz de falta de respeito com a saúde que reflete em atitudes assim. Viva os médicos que ainda acreditam e lutam diariamente para que os pacientes tenham atendimento digno. Viva as autoridades que valorizam os médicos e lutam para salários dignos. Como diz o ditado popular “com saúde não se brinca”.

4 comentários:

Unknown disse...

Amor. Esta palavra descreve exatamente o que faltou para este grupo de médicos, assim como é ela que descreve o que falta para a maioria das pessoas neste mundo.
Quando me refiro a amor, relato sobre a capacidade de respeitar aos enfermos, devido as condições em que eles se encontram. Enquanto deveriam ser medicados e amados, foram insultados de inúmeras formas.
Quando me refiro a amor, relato sobre a capacidade de respeitar a profissão escolhida. Nao apenas os médicos, mas qualquer profissional deve lutar pela dignidade, ética e desenvolvimento de sua profissão como classe e seu histórico profissional.
Quando me refiro a amor, relato sobre a capacidade de respeitar a si próprio. A capacidade de ser alguém digno de receber respeito de outros.
Fico triste não por pensar apenas no sistema de saúde precário que possuímos neste país, ou apenas pelos enfermos desrespeitados. Fico triste por saber que a infelicidade humana ainda encontra-se desta forma. Infelicidade em saber que muitos dos que escolhem suas profissões escolhem por desejos fúteis, como o poder aquisitivo ou o status social. Enquanto as escolhas profissionais deveriam ser realizadas a partir de sonhos, que contemplassem o que se sabe fazer, ou o que se quer fazer, com o desenvolvimento pessoal e o desenvolvimento como nação. Considerando que nação não é apenas nosso país. Nação é toda a humanidade, e além, nação é todo ser que integra este universo.
Amor. Realmente. Esta é a palavra que descreve o que faltou e ainda falta a muitos. Cabe, a nós, pensar um pouco sobre nossa existência e sobre nossos objetivos. Pensar o que estamos fazendo. Amando ou deixando de amar? Pensem.
Muita paz e muita luz a todos.
Hélio Savi Bastos

Thiago Gabardo disse...

Esse teu texto merece uma análise mais ríspida:

Digo que muitos dos estudantes de medicina fazem parte de um bando de PLAYBOYS, que pagam 3 mil por mês para seguir a carreira do pai, DOTÔR e futuramente tocar a clínica de gastroenterologia que seu genitor levou 30 anos para construir.

Esse piás precisa levar um PAU para acordar pra vida.

Obviamente, NEM SEMPRE.

=]

Willian Araújo disse...

ótimo blog!

esta é uma reflexão que deve ser travada no brasil: medicina como um trampolim social e não como ajuda ao ser humano.

acredito em parcerias futuras entre os blogs, ok?

até mais

www.opiniaoposta.blogspot.com

tiago lauro disse...

Acho que nem o Mazola que é o maior festeiro do pedaço aprovaria tal baderna.